01/06/2023 às 16h48min - Atualizada em 01/06/2023 às 16h48min

Lula confirma indicação de Zanin para o STF

Advogado defendeu o petista na Operação Lava Jato

Da Redação
revistaoeste.com
FOTO: EVARISTO SA / AFP

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a indicação do advogado Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF). O petista fez o anúncio nesta quinta-feira, 1º, em cerimônia no Palácio do Itamaraty. 

“Todos esperavam que indicássemos o Zanin”, disse Lula. “Não só pelo papel que teve na minha defesa, mas simplesmente porque acho que Zanin se transformará num grande ministro da Suprema Corte.” 

O advogado defendeu Lula na Operação Lava Jato, e eles se aproximaram ainda mais na época da prisão do petista. Os dois mantinham uma relação familiar, visto que Zanin é casado com Valeska Zanin, afilhada do presidente. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já havia confirmado que o advogado de Lula seria indicado para o STF. “Encontrei-me ontem com Cristiano Zanin”, revelou, na manhã desta quinta-feira. “Ele será o indicado pelo presidente da República para a vaga de ministro do STF. Essa mensagem deve chegar hoje ao Senado. E, chegando, vamos encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça [CCJ].” 

Pacheco disse que conversou com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbe (União Brasil-AP), para formalizar a indicação feita por Lula. “Vai fazer a sabatina e a apreciação do nome”, afirmou. “Vamos submeter a indicação ao plenário do Senado Federal a partir desse exame da CCJ.” 

Para Zanin ser aprovado, serão necessários 41 votos no plenário no Senado.

Lula avalia mais nomes

Em março, Lula revelou que poderá escolher um terceiro ministro, caso algum integrante da Corte antecipe a aposentadoria. “Posso escolher três, possivelmente dois”, disse. “Sempre pode acontecer. Mas o critério será o mesmo. Primeiro: notório saber jurídico, porque a escolha não é para mim. É para a nação. O cara tem de ser cumpridor da Constituição.” 

Lula disse ainda que, mesmo se indicar três ministros, não terá influência sobre as decisões da Corte. “Nunca pedi nenhum favor a nenhum ministro”, afirmou. “Não foram indicados para me fazer favor ou me proteger.”


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