03/10/2023 às 09h24min - Atualizada em 03/10/2023 às 09h24min

DF: Livros entregues a crianças de 4 anos têm imagens obscenas

Caso ganhou repercussão até na Câmara Legislativa do Distrito Federal

Da Redação
Pleno News
Foto: Divulgação

BRASÍLIA - Livros distribuídos para crianças de apenas 4 anos de idade em um jardim de infância em Brasília, no Distrito Federal, revoltaram os pais por causa do conteúdo obsceno presente nas obras. A publicação não faz parte do material didático utilizado, mas teria sido entregue por um artista local durante a semana de arte da instituição de ensino.

 

– Eu não acreditei quando eu vi aquelas imagens, sabe? Uma mulher com seios à mostra, em uma posição obscena. Para ser mais específico, em uma posição de quatro, no mundo adulto, né? Eu achei uma cena muito forte para uma criança de 4 anos ter que pintar – disse um dos pais ao site Metrópoles.

 

Segundo o veículo, cada criança teria recebido um livro diferente, mas diversos responsáveis se sentiram escandalizados com as imagens vistas por seus filhos.

Em um grupo no WhatsApp, a diretora do jardim de infância reconheceu o erro, pediu desculpas e informou que irá cobrar mais atenção por parte dos professores quanto aos livros oferecidos para as crianças.

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF) disse “que adotará todas as providências pertinentes para verificar o ocorrido no Jardim de Infância da 302 Norte”.

A direção da escola, por meio de uma carta aos pais, alegou que a questão foi “um grave descuido” e disse que o problema foi registrado em apenas cinco das 170 revistinhas distribuídas para as crianças.

DEPUTADO DENUNCIA CASO
Com a repercussão do caso entre os pais, o assunto foi parar no Parlamento do Distrito Federal. Na sessão da última quarta-feira (27), o deputado Thiago Manzoni (PL), da Câmara Legislativa do DF, denunciou o material distribuído no jardim de infância e reclamou da violência visual e da sexualização precoce que as crianças têm sofrido.

– É pior do que só a sexualização precoce, é uma perversão nojenta, nociva, lesiva às nossas crianças – protestou.

CARTA DA DIREÇÃO AOS PAIS
Confira, na íntegra, a nota enviada pela diretora aos pais das crianças:

Famílias,

Como é de conhecimento de todos, iniciamos nossa Semana de Arte na escola na segunda-feira (25) com a presença do artista Toninho de Souza conversando com as crianças sobre sua biografia e sobre sua coleção “Melancias, Papagaios e Tucanos”, escolhida pelos professores para a releitura das telas pelas crianças.

É de conhecimento de todos que o artista ao separar as revistinhas que levou para a escola para colorir, por um grave descuido, não acredito que tenha sido intencional 5 entre 170 revistinhas, vieram de uma coleção com obras inadequadas ao acesso das crianças. Assim que soubemos do ocorrido postamos mensagens nos grupos da escola pedindo que as famílias olhassem o conteúdo do material recebido e nos avisasse para que pudéssemos fazer a troca pela correta.

Logo pela manhã, entrei em contato com o artista que prontamente se manifestou no sentido de uma retratação e em seu vídeo, divulgado nos grupos da escola, confirma não ter parte em projetos de sexualidade infantil nas escolas e diz exatamente o trabalho que foi convidado a fazer com as crianças.

Coloquei-me a disposição dos pais que quisessem conversar e, na terça-feira (26), recebi alguns pais que puderam ser novamente ouvidos e de nossa parte pudemos também falar sobre o projeto, intencionalidade e nosso sentimento a respeito dos fatos.

Soube em outro momento, que um grupo de pais (5) de uma das turmas do vespertino estava se mobilizando para tomar medidas enérgicas sobre o acontecido e cheguei inclusive a receber ameaças, de um deles, quanto as consequências ruins que respigarão sobre a minha pessoa.

Já chegaram na plenária da Câmara dos Deputados [leia-se Câmara Legislativa do DF] com o discurso errôneo e distorcido do dep. Tiago Manzoni, que atribui o fato a questões políticas e também a jornais e mídias. Caso queiram saber melhor o conteúdo, a internet está dando acesso a tudo. Não entendo onde querem chegar, mas acredito que já tenham ido longe demais em tornarem pública uma situação com fatos totalmente falsos.

Tenho recebido apoio de várias instituições ligadas à educação no DF e de grande parte de nossa comunidade. Não acredito que famílias que estão presentes no nosso dia-a-dia possam fazer o julgamento que somos coniventes com a situação. Não pretendo mais me manifestar nos grupos da escola, mas continuo a disposição de qualquer pessoa que queira ser ouvida ou nos ouvir.


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