11/10/2023 às 10h09min - Atualizada em 11/10/2023 às 10h09min

Governo é criticado por tratar assassinato como falecimento

Web se manifestou contra nota sobre vítima de ataque terrorista do Hamas

Da Redação
Pleno News
Presidente Lula - Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

BRASIL - Nesta terça-feira (10), o governo brasileiro foi criticado nas redes sociais por causa de uma nota emitida sobre a morte do brasileiro Ranani Glazer, de 24 anos, que foi vítima do ataque terrorista do Hamas, em Israel. A publicação do Itamaraty, na plataforma X, antigo Twitter, foi marcada por uma observação de leitores, que marcaram que o jovem foi assassinado.

Os comentários no post do Itamaraty ficaram indisponíveis. Já o presidente Lula (PT), em seu perfil, não limitou comentários, mas deixou a mesma mensagem da nota oficial do governo sobre a morte de Ranani.

– O governo brasileiro tomou conhecimento, com profundo pesar, do falecimento do cidadão brasileiro Ranani Nidejelski Glazer, natural do Rio Grande do Sul, vítima dos atentados ocorridos no último dia 7 de outubro, em Israel. Ao solidarizar-se com a família, amigas e amigos de Ranani, o Governo brasileiro reitera seu absoluto repúdio a todos os atos de violência, sobretudo contra civis – diz a nota.

O jovem era um dos três brasileiros desaparecidos após um atentado no último sábado (7) em um festival de música no sul de Israel. Glazer era natural de Porto Alegre e vivia em Israel há sete anos, sendo cidadão brasileiro-israelense.

Ranani prestou serviço militar no país. Ele participava do festival de música eletrônico Universo Paralelo que acontecia próximo à Faixa de Gaza, na região sul de Israel, no último sábado, quando o grupo terrorista Hamas invadiu o local.

O brasileiro chegou a gravar um stories no Instagram selecionando apenas os melhores amigos para visualizarem as cenas de guerra enquanto ele corria em direção a um bunker.

– É triste ter que estar nesta situação. Espero que não sejam os meus últimos stories (…). Foi cena de filme, pessoas correndo procurando um lugar para se esconder – declarou Ranani.

O vídeo seguinte mostrou Ranani em um bunker, seguro, comentando a situação. Essas foram suas duas últimas postagens nas redes sociais.

Glazer morava no sul de Tel Aviv há quatro meses e dividia a casa com três colegas, entre eles o brasileiro Igor Maier, que revelou ao Pleno.News que Ranani morava em Israel há cerca de sete anos e trabalhava como entregador de aplicativo.


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