12/01/2024 às 11h19min - Atualizada em 12/01/2024 às 11h19min

Yanomamis vivem desnutrição, avanço da malária, mortes e crescimento do garimpo ilegal

Ações judiciais pressionam o governo Lula e exigem medidas urgentes da gestão federal.

Da Redação
Conexão Política
Foto: Reprodução

BRASIL - Em 2023, a Terra Indígena Yanomami viu uma escalada de crianças desnutridas com os ossos à mostra, além de casos de malária e virose, com registros de centenas de mortes. Além disso, um enfoque para poluídos tomados pela lama, com avanço também do garimpo ilegal, com força maior no interior da Floresta Amazônica.

Dados do Ministério de Saúde apontam que houve em 2023 cerca de 308 mortes entre janeiro e novembro. Os dados referentes ao ano passado ainda não estão consolidados e podem aumentar.

O cenário alarmante atravessou o ano e chega em 2024 acendendo alerta no país e no mundo. Apesar do atual governo federal sinalizar ações na região, a realidade é grave. Durante os 4 anos da gestão anterior, Lula e aliados responsabilizaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus integrantes de governo pelos números de problemas registrados no reduto indígena.

Agora, no entanto, cumprindo o seu segundo ano à frente do Palácio do Planalto, Lula tenta não colocar os holofotes do tema sobre a atual administração federal, sendo visto como uma aplicação de dois pesos e duas medidas. Os números, ainda assim, não permitem que os casos yanomamis passem batidos.

Nos últimos dias, vieram à tona uma série de fotos e vídeos que mostram a gravidade enfrentada, com uma criança de 1 ano e 9 meses pesando cerca de 5,3 kg. Para efeito de comparação, o peso corresponde a um bebê de apenas 3 meses de vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra criança aparece nas imagens, com referência de 4 anos, pesando 6,7 kg, o mesmo peso de um bebê de cinco meses. Numa terceira captação, um menino de 11 anos tem apenas 15,4 kg, pouco mais do que deveria pesar uma criança de 2 anos.

Todos esses dados gravíssimos se somam em meio a pouco ano após o início do governo Lula, que chegou a decretar emergência de saúde pública na região.

À imprensa, o procurador da República em Roraima Alisson Marugal disse que o quadro geral é de ‘inércia’, sustentando que a falta de atitude do governo federal pode colocar o governo Lula sob investigação por genocídio, assim como houve anteriormente uma determinação feita por ele mesmo parar apurar as condutas da gestão Bolsonaro.


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