25/03/2024 às 11h34min - Atualizada em 25/03/2024 às 11h34min

Conselho de Segurança da ONU aprova cessar-fogo em Gaza

Resolução foi acatada por 14 votos favoráveis e abstenção dos EUA

Da Redação
Pleno News
Embaixadores, exceto a embaixadora dos Estados Unidos Linda Thomas-Greenfield, levantam as mãos para votar a favor da resolução Foto: EFE/EPA/SARAH YENESEL

MUNDO - O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (25), pela primeira vez e após quatro tentativas anteriores fracassadas, uma resolução que exige um cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza. A resolução foi aprovada por 14 votos a favor e uma abstenção, a dos Estados Unidos, e quando aprovada provocou aplausos na sala.

Na decisão, o Conselho exige “um cessar-fogo imediato durante o mês do Ramadã (que termina em 9 de abril), que conduza a um cessar-fogo duradouro”, ao mesmo tempo em que faz um apelo – não vinculativo – “à libertação imediata e incondicional de todos os reféns” nas mãos do Hamas.

O texto também frisa “a necessidade urgente de expandir o fluxo de assistência humanitária e reforçar a proteção dos civis na Faixa de Gaza” e pede a Israel (que não é mencionado) para “eliminar todas as barreiras a esta ajuda humanitária”.

A resolução foi apresentada pelos dez membros não permanentes do Conselho, entre os quais estão países africanos, asiáticos, europeus e latino-americanos.

A incerteza sobre sua aprovação permaneceu até o último minuto, já que a Rússia solicitou que houvesse uma votação separada para introduzir a palavra “permanente” após cessar-fogo – com o entendimento de que “duradouro” permitiria a Israel continuar com a guerra -, mas essa emenda não foi aprovada.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, comparou o que aconteceu em Gaza ao apocalipse.

– Olhando para Gaza, quase parece que os quatro cavaleiros da guerra, da fome, da conquista e da morte estão galopando por ela – declarou Guterres.

Nas quatro ocasiões anteriores, os Estados Unidos – aliado incondicional de Israel – vetaram três resoluções porque, segundo o governo americano, um cessar-fogo permitiria o rearmamento do Hamas, enquanto na última sexta-feira (22) foram a Rússia e a China que vetaram a resolução dos EUA, argumentando que não continha um vocabulário claro e contundente para exigir um cessar-fogo.


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